A Fórmula 1 do século XXI

Schumi foi pentacampeão seguido de 2000 a 2004

Schumi foi pentacampeão seguido de 2000 a 2004

2000

A Ferrari teve que esperar 21 anos para saber, novamente, o que era ter um piloto campeão mundial. E o campeonato foi uma verdadeira temporada de gigantes. No correr de 2000, dois protagonistas dominaram o palco: McLaren e Ferrari. Para ser mais exato: Hakkinen e Schumacher. A tabela de resultados explica melhor: a Ferrari obteve 10 vitórias (Schumacher 9 e Barrichello 1) sobre as 7 da McLaren (Hakkinen 4 e Coulthard 3). A maior novidade foi o regresso da F-1 aos Estados Unidos, com a inclusão do circuito de Indianápolis. Apesar da baixa velocidade da parte interna do traçado, a longa reta conseguia equilibrar a média horária do traçado de forma favorável. A tristeza na temporada foi o regresso da morte às pistas. Desde o desaparecimento de Senna, em 1994, a F-1 não havia mais lamentando nenhuma perda de vida. Mas o acidente múltiplo causado por Frentzen, na segunda chicane do GP da Itália, ocasionou a morte do bombeiro Paolo Gislimberti, que foi atingido por um pneu. O final da temporada, na Malásia, foi festivo e alegre para os ferraristas, que comemoraram os títulos de Schumacher com 108 pontos e de construtores com 170 pontos. Em segundo vem Mika Hakkinen (FIN) com 89 e a McLaren Mercedes com 152 pontos e em terceiro David Coulthard (SCO) com 73 e a Williams F1 BMW com 36 pontos.

2001

O ano da estréia do colombiano Juan Pablo Montoya na categoria, quando ele registra sua primeira pole position (Hockenheim) e sua primeira vitória (Monza). Durante o campeonato, ganho com muita facilidade por Michael Schumacher (tetracampeão), se viram as diferenças entre as grandes equipes (Ferrari, McLaren e Williams) e o resto dos times. O finlandês Mika Hakkinen (McLaren) e a escuderia francesa Prost, de propriedade do tetracampeão Alain Prost, se despediram definitivamente das pistas.

2002

Outra temporada ferrarista, com domínio absoluto de Michael Schumacher. O alemão conquistou o título por antecipação e igualou o recorde de cinco coroas ostentado pelo argentino Juan Manuel Fangio. Foi um ano repleto de polêmicas. Como a que aconteceu no GP da Áustria, em que Schumacher ganhou por ordem direta de sua equipe, que impediu o companheiro Rubens Barrichello de vencer. O colombiano Juan Pablo Montoya não ganhou uma corrida, mas marcou sete poles e ficou em terceiro no campeonato. O brasileiro Barrichello foi o vice.

2003

A FIA decidiu mudar as regras do jogo para aumentar a competitividade nas corridas em 2003. O sistema de pontuação e o treino de classificação foram alterados. Os pilotos teriam direito a dar apenas uma volta lançada no treino de sábado, que define o grid de largada. O resultado das alterações pôde ser visto logo nas primeiras etapas. David Coulthard e Kimi Raikkonen, pilotos da McLaren, venceram, respectivamente, o GP da Austrália e o da Malásia. Na tumultuada corrida do Brasil, Giancarlo Fisichella, a bordo da Jordan, conquistou os dez pontos. O alemão Michael Schumacher conquistou sua primeira vitória apenas na quarta etapa do campeonato, em San Marino. Mas precisou lutar até a última corrida do ano, no Japão, para comemorar o hexacampeonato, o quarto título com a Ferrari. Schumacher, Raikkonen e Juan Pablo Montoya, da Williams, foram os pilotos que lutaram pela primeira colocação no Mundial. Na classificação final, o alemão ficou na frente, mas com apenas dois pontos de vantagem para Raikkonen e 11 na frente do colombiano.

2004

Em nenhum momento o alemão Michael Schumacher teve ameaçada a conquista de seu sétimo título mundial. Depois de vencer 12 das 13 primeiras provas da temporada, o piloto da Ferrari assegurou a conquista com um segundo lugar no GP da Bélgica. O brasileiro Rubens Barrichello, vice-campeão, brilhou ao vencer na Itália e na China. A surpresa do campeonato foi a BAR. A escuderia inglesa ficou atrás apenas da Ferrari no Mundial de Construtores e seu primeiro piloto, Jenson Button, superou rivais da McLaren e Williams para conseguir a terceira posição.

2005

O espanhol Fernando Alonso quebrou o recorde de Emerson Fittipaldi e se tornou o mais jovem campeão mundial de Fórmula 1. Aos 24 anos, o piloto da Renault construiu sua conquista no início da temporada. Com quatro vitórias nas sete primeiras corridas, Alonso abriu boa vantagem e soube administrá-la quando o finlandês Kimi Raikkonen cresceu na competição. O espanhol levantou a taça no Brasil. No circuito de Interlagos, o piloto conduziu a Renault até o terceiro lugar, suficiente para iniciar a festa. Após cinco títulos consecutivos, o alemão Michael Schumacher ficou longe da briga. Problemas em sua Ferrari o impediram de brigar por vitórias. A única conquistada veio em uma polêmico GP dos EUA, no qual apenas a escuderia italiana, a Jordan e a Minardi participaram. As demais se recusaram por problemas com os pneus.

2006

A temporada de 2006 teve emoção até o final, ainda que o desfecho foi o mesmo de 2005: Alonso campeão com a Renault. No entanto, não foi fácil para o espanhol, que teve que esperar até a última prova para festejar seu segundo título mundial. O eterno Michael Schumacher brigou até o fim e pareceu em algum momento chegar ao milagre de sua nova consagração, mas isso não ocorreu. Pelo contrário: o alemão decidiu retirar-se das pistas e a notícia comoveu toda a F-1. Robert Kubica, substituto de Jacques Villeneuve na BMW-Sauber, apareceu como uma das promessas mais sérias, igual a Nico Rosberg, que teve uma temporada instável, de altos e baixos com a Williams. Novamente as equipes japonesas (Honda e Toyota) não alcançaram os primeiros lugares.

2007

Começava a primeira temporada após a aposentadoria do heptacampeão Michael Schumacher. A “era Schume”, que entorpecia de rubro as quinzenas dominicais, chegara ao fim, assim também como os Grandes Prêmios da Europa e de San Marino, que foram excluídos. Para isso um rodízio de autódromos no Grande Prêmio da Alemanha instaurou-se: em 2007, foi disputado em Nürburgring; em 2008 em Hockenheim; em 2009, novamente em Nurburgring. Outra mudança é no Grande Prêmio do Japão, que deixa de ser disputado em Suzuka e volta para o Fuji International Speedway. Outro fato marcante para a categoria foi o escândalo de espionagem envolvendo a McLaren, que através de seu projetista, Mike Coughlan teria recebido informações confidenciais do mecânico da Ferrari Nigel Stepney e as utilizado no desenho do modelo 2007 do carro da escuderia. A escuderia inglesa foi condenada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a perder todos os seus pontos no Mundial de Construtores, além de pagar uma multa de US$ 100 milhões.

Vamos ao que interessa, a Fórmula-1 viu uma de suas maiores viradas da história em 2007, no GP do Brasil. Pois neste ano a grande sensação era o estreante e líder da temporada o inglês Lewis Hamilton, que surgia como o primeiro negro da Fórmula-1 e o mais novo corredor. Ele foi espetacular a temporada toda, sendo prudente quando necessário e pé pesado se necessitasse. Enfim, era o inglês perfeito, todo meticuloso em suas corridas. No GP do Brasil, tudo corria muito bem quando o finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, superou as expectativas dos fãs de automobilismo e ficou com o título da temporada, superando o inglês Lewis Hamilton e o espanhol bicampeão da categoria Fernando Alonso, ambos da McLaren. O brasileiro Felipe Massa ficou na quarta colocação.

2008

O regulamento para o Mundial de 2008 foi, sem dúvida, uma radicalização e um grande desafio para pilotos e escuderias. Pois, a mudança de maior destaque foi o fim de ajudas eletrônicas como os controles de largada e de tração, algo que deu o que falar e provocou erros e mais erros nas pistas durante a temporada, principalmente em corridas com chuva.
No entanto, apesar de ter sido uma temporada emocionante, o grande barato ficou para a última corrida em Interlagos Pois nosso querido anfitrião dispunha de uma boa colocação (primeiro lugar) e precisava de um vacilo Hamilton, que na temporada anterior demonstrou grande habilidade em fraquejar. As emoções em Interlagos começaram antes da largada. Estava tudo pronto para o sinal verde, quando, de repente, um temporal desabou e atrasou o início em dez minutos, tempo necessário para as equipes colocarem os pneus de chuva. Dada a largada o finlandês Heikki Kovalainen serviu de escudo para Hamilton, que manteve a quarta colocação, com o italiano Jarno Trulli e Kimi Raikkonen entre ele e o líder Massa. Um outro brasileiro, mas conhecido como Nelsinho Piquet, da Renault, não conseguiu manter o carro e rodou, se despedindo sem completar voltas no seu 1º GP em casa. Outro que também, foi para fora da pista e encerrou sua carreira com um acidente envolvendo o japonês Kazuki Nakajima, foi o escocês David Coulthard. É como sabiamente diz o Galvão Bueno: “Fiiiiiiiiiiim de prova!”

UMA CORRIDA TENSA, MAS HAMILTON AINDA ERA O CAMPEÃO

Após a chuva a pista já estava em processo de secagem, antecipando os pilotos a parada nos boxes. Com trocas de pneus em voltas distintas, Massa consegue manter a ponta, e Hamilton perdeu posições, sendo jogado para sétimo. No entanto o inglês mostrou para o que veio e ganhou posições de Trulli, que saiu da pista, e do Giancarlo Fisichella, com uma ultrapassagem. A chuva ameaçava cair novamente, contudo as equipes optaram pela manutenção do pneu para pista seca na segunda rodada de parada dos boxes. Após todos os pit stops, nenhuma mudança ocorreu nas cinco primeiras posições, o que deixava Hamilton na posição limite para levar o título sem depender de Massa. A chuva não caía e o inglês mantinha uma conduta cautelosa. Sem arriscar ultrapassagens, pois o seu companheiro de equipe como escudo na sexta colocação eliminava qualquer preocupação repentina. A situação melhorou ainda mais para a McLaren quando o alemão Sebastian Vettel parou e perdeu lugar para Hamilton.

TOCIDA BRASILEIRA VAI AO DELÍRIO, MAS DESSA VEZ HAMILTON É CAMPEÃO

Faltando cinco voltas do final, a chuva despencou sobre os corredores e os carros obrigatoriamente voltaram aos boxes. Porém, o alemão Timo Glock, da Toyota, não parou e ganhou a posição de Hamilton, que voltou a ficar na quinta posição, que era o limite para ser campeão. Só que a duas voltas do final Vettel da uma investida em cima do inglês e o ultrapassa, momentaneamente dando o título a Massa. O que levou a torcida brasileira ao delírio. Ninguém acreditava que, apesar de todos os erros cometidos pela escuderia durante a temporada (sendo o mais notável no GP de Cingapura, quando a mangueira de reabastecimento ficou presa no carro e prejudicou a prova de Massa), o que iria ressaltar seria a competência de Massa, que segurava seu primeiro lugar. Mas, dentro do contexto do acontecimento, isto era bastante improvável, pois com a pista molhada, Glock, que ainda estava com os pneus para pista seca, perdeu a velocidade e foi ultrapassado por Hamilton e Vettel a poucos segundos do final, frustrando a torcida brasileira que já comemorava o título.

Nosso atual ídolo da Fórmula-1 precisava de uma combinação de resultados para ser campeão, ele cumpriu o seu programa e venceu, pela segunda vez em três anos, o GP do Brasil, Porém, o título da temporada 2008 da Fórmula-1 é do inglês Lewis Hamilton, que manteve uma prova cautelosa, tomou um susto nas últimas voltas, e terminou em quinto lugar na última curva, o suficiente para estragar a festa brasileira. O espanhol Fernando Alonso, da Renault, foi o segundo e o finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, o terceiro.

Hamilton terminou o GP do Brasil e a temporada com apenas um (98 a 97) em relação a Massa, que, apesar da primeira colocação, viu esfarelar o triunfo de se tornar o quarto brasileiro campeão da categoria. Os tricampeões Ayrton Senna e Nelson Piquet e o bicampeão Emerson Fittipaldi seguem como únicos vencedores no País.

O campeão não só levou o titulo da temporada de 2008 como também entrou para a história como o mais novo vencedor da categoria. O inglês, somava a época exatamente 23 anos, 9 meses e 26 dias, cerca de três meses a menos do que a idade do espanhol Fernando Alonso (desbancado do título te campeão mais jovem) na conquista de seu primeiro título, em 2005: 24 anos, 1 mês e 27 dias.

Como consolação, a Ferrari ficou com o título do Mundial de Construtores, somando 172 pontos contra 151 da McLaren.

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Uma resposta to “A Fórmula 1 do século XXI”

  1. De primeira: Futebol e F1 em O esporte! « Jornalismo Esportivo – Estácio JF Says:

    […] de Ferrari e McLaren? Conheça o NOVO REGULAMENTO da F1 e relembre as modificações nas regras e os campeões do terceiro milênio – com […]

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