Tupi

TUPI: QUASE UM SÉCULO DE MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR

Fundado em 26 de maio de 1912, com o objetivo da prática do esporte pelo esporte, o Tupi Foot Ball Club ao longo dessa história quase centenária, conquistou vários títulos, teve grandes jogadores, derrotas marcantes também… enfim, muita história para contar.

Conhecido como Galo Carijó até hoje, pelo fato de seu principal fundador, Antônio Maria Júnior, que na época tinha o apelido de “carijó”, o Tupi teve como primeiro marco importante da sua história, em 1931, a construção de seu próprio estádio, o Salles de Oliveira, homenageando o carijó ilustre, Dr. Francisco Salles de Oliveira. O estádio que tem capacidade para cinco mil pessoas, na época era o maior e mais moderno da zona da mata.

Durante esses quase 100 anos, o Galo conquistou muitos títulos da cidade, inclusive vários de forma invicta, além disso, é Pentacampeão Mineiro do Interior (71, 85, 87, 2003 e 2008), Campeão da Taça Minas Gerais (2008), e pra fechar, o time juizforano foi Campeão Mineiro do Módulo II, em 2001.

Fantasma do Mineirão

Não foi um título, mas chamou a atenção de todos. O clube ficou conhecido como o “fantasma do Mineirão”. Década de 60. Mais precisamente no ano de 1966, quando o Tupi venceu um amistoso em Juiz de Fora, contra o Cruzeiro, por 3 a 2. A equipe de Belo Horizonte na época contava com craques famosos, como: Tostão, Dirceu Lopes e Piazza.

Depois dessa vitória em Juiz de Fora, o Tupi foi convidado pelas três equipes da capital (Cruzeiro, Atlético e América), para enfrentá-los no Mineirão. E foi ai que o Galo Carijó escreveu uma página importante da sua história, ao vencer os três jogos, todos pelo placar de 2 a 1. O fato chamou a atenção, e o país todo ficou conhecendo o Tupi naquela época.

A repercussão foi tão grande, que fez com que a Seleção Brasileira, que tinha Pelé e Garrincha, convidasse o Tupi para fazer um amistoso. O jogo foi em Caxambu, e a Seleção não conseguiu vencer o “fantasma do Mineirão”. Deu empate; 1 a 1. O time, que foi responsável por essas façanhas, tinha como treinador, Geraldo Magela Tavares. E a escalação era a seguinte: Waldir; Manoel, Murilo e Walter; França e Mauro; João Pires, Toledo, Vicente e Eurico.

Na década de 60, o Tupi assustou os times da capital

Na década de 60, o Tupi assustou os times da capital

O Tupi ao longo de sua história, como se pode ver teve bons momentos, vários títulos, porém, amargou derrotas marcantes. A maior delas foi em 1997, no Campeonato Brasileiro da Série C. O Carijó na fase final da competição havia vencido as três primeiras partidas, e nos três jogos finais precisava de apenas um empate, para conseguir o inédito acesso para a Série B do Brasileirão.

Pois bem. O Galo perdeu as duas primeiras, e na última partida, em Juiz de Fora, contra o Sampaio Correa, o carijó perdeu por 1 a 0, em pleno estádio Municipal, que estava lotado, naquela chuvosa quarta-feira à noite. O torcedor do Tupi, Edmundo Bastos, que estava no estádio naquele dia, lembra que aquele jogo foi incrível e não tem explicação para o que aconteceu: “O estádio tava lotado, e a torcida muito confiante, mas… o jogo foi incrível. O Tupi não soube aproveitar as chances que teve. Faltou sorte. Não tem explicação… foi inacreditável…”

A partir do ano de 2000 em diante, o Tupi viveu momentos de altos e baixos. Em 2001, sagrou-se Campeão Mineiro do Módulo II. Porém, em 2004 foi rebaixado novamente para o módulo II. E em 2006, obteve o acesso para a primeira divisão mineira. Nos últimos anos, o carijó tem feito bons campeonatos. Duas vezes semifinalista do Campeonato Mineiro (2007 e 2008), finalista da Taça MG em 2007 e Campeão no ano passado, e em 2009, chegou até as quartas-de-final do Mineiro, quando foi eliminado pelo Cruzeiro. No entanto, quando todos pensam que o Tupi irá “subir de patamar” e se tornar um clube com maior projeção no cenário nacional, ele acaba “morrendo na praia”. Para o jornalista, João Paulo Vieira, que fez a cobertura diária do clube nos últimos anos, a solução seria um projeto a médio prazo: “Falta um projeto a médio prazo. Acredito que para montar uma estrutura forte, o clube precisa ter um orçamento para o ano inteiro”. João Paulo acrescenta ainda, que desta forma o time seria mantido durante toda a temporada: “Só assim poderia fazer contratos longos com os jogadores e evitar que ao final de cada competição a equipe fosse desfeita. Mas isso depende, principalmente, de uma reorganização interna do clube”.

O Cruzeiro sempre foi uma ameça maior ao galo

O Cruzeiro sempre foi uma ameça maior ao galo

E hoje em dia, como está o momento do Tupi? Parece que do mesmo jeito que em anos anteriores, pois o dilema após o campeonato mineiro é o mesmo. A maioria dos jogadores são dispensados, grupo desfeito, e a grande incerteza de sempre: O Tupi continua com o futebol profissional no 2º semestre para disputar as competições (Série D do Brasileiro e Taça Minas), ou para, e volta apenas no ano seguinte, na disputa do Mineiro? A falta de grandes investimentos impossibilita a montagem de uma equipe forte, com isso, é complicado sonhar com uma projeção maior do Tupi no cenário nacional. Sem um bom orçamento, entra ano sai ano, e a história se repete no Galo Carijó. E quem sofre com isso é o torcedor… como sempre…

Portanto, esse é o Tupi Foot Ball Club. Quase 100 anos de vida. (às vésperas de completar mais um aniversário). Vitórias, derrotas, títulos, decepções, grandes jogos, momentos marcantes… enfim, muitas histórias para serem contadas.

Assista ao vídeo gravado no último jogo da primeira fase do mineiro 2008. Cruzeiro 2 x 1 Tupi.

Uma resposta to “Tupi”

  1. De primeira: Futebol e F1 em O esporte! « Jornalismo Esportivo – Estácio JF Says:

    […] TUPI – Quase centenário! […]

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