Jiu-Jitsu

A luta nipo-brasileira que “imobilizou” todo o mundo

No Brasil, o Jiu-Jitsu foi representado pela família Gracie

No Brasil, o Jiu-Jitsu foi representado pela família Gracie

História do jiu-jítsu

O jiu-jítsu originou-se na Índia. Era praticado pelos monges budistas que se preocupavam com a autodefesa. Os missionários budistas desenvolveram essa técnica que tem seus pilares no equilíbrio do corpo, golpes de articulação, torções de braço, tornozelos e estrangulamentos. O objetivo é imobilizar o adversário.

Nos tempos remotos havia não só um tipo de jiu-jítsu, mas vários. E cada classe tinha seus próprios modos operandi de luta, por isso o esporte era conhecido como: kumiuchi, aiki-ju-jitsu, koppo, gusoku, oshi-no-mawari, yawara, hade, jutai-jutsu, shubakum. Eram ao todo 700 estilos de jiu-jitisu. “Alguns davam mais ênfase às projeções ao solo, ao passo que outros enfatizavam golpes traumáticos como socos e chutes”. Pode-se dizer, que o aperfeiçoamento juntamente com a união de varios estilos deram origem a outras artes marciais tais como, o judô e o aikidô.

O Jj para os japoneses, no fim do século XIX até a metade do século XX, era como uma arma nuclear para os iraquianos, ou seja, muito precioso. E escondido a sete chaves. No Japão, terra em que o jiu-jítsu mais se propagou, o Imperador Meiji proibiu aos mestres a ensinar a arte para estrangeiros ou que a técnica fosse ensinada fora do Japão. “Era considerado crime de lesa-pátria ensiná-lo aos não japoneses”.

A partir da segunda metade do seculo XX, com a banalização das armas de fogo a arte marcial caiu em desuso. Já não havia vantagem em projetar o adversario no solo e estragula-lo. Com o advento da arma de fogo, era possivel acabar com seu oponente, sem o glamuor de um combate, era só apertar o gatilho.  As artes de luta, só retornaram em cena depois que os japoneses desistiram de ideia de prender o jiu-jitisu em seu pais, então o ocidente também fica adpto a luta e passa aprecia-la.

Depois  da tecnica Indiana ganhar adpetos rapidamente pela Europa, ela chega ao Brasil. Quem difundiu essa “cultura” no pais foi Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, mestre em jiu-jitisu que saiu do Japão para o Brasil. Koma, foi morar em Belém do Pará, foi onde conheceu Gastão Grecie, pai de cinco homens e três mulheres, Gracie ficou entusiasmado pela arte marcial e levou seu filho mais velho, Carlos na época com 15anos, para aprender a lutar.

A família Grace (divulgação da arte no Brasil)

Carlos Gracie era um menino magrinho e envergonhado, ao contrario de seu irmão de 14 anos, que era forte e robusto. O adolescente realizou-se na luta, enxergando a chance de não ser mais um “fracote” como era chamado por seus colegas, entregou-se aos treinos e provou ser um vencedor. Aos 19 anos, levou toda sua família para a cidade do Rio de Janeiro, pois passou a adotar como profissão mestre e lutador de jiu-jítsu. Carlos viajou para cidades do sudeste tais como, São Paulo e Belo Horizonte, dando aulas e disputando campeonatos e vencendo seus oponentes, que eram mais fortes do que ele fisicamente.

Passado a época em que ele queria provar para todos, que para vencer não era preciso ser robusto, mas era necessário garra, persistência e técnica, o professor resolveu fundar a primeira Academia Gracie de Jiu-Jítsu, difundindo as técnicas, aperfeiçoando e criando um estilo especial de luta conhecido atualmente como Brazilian jiu-jítsu.

O conhecido pai da luta no Brasil deixou de herança, sua filosofia de vida, os costumes de alimentação natural o que acabou gerando uma dieta especial para atletas da categoria, a Dieta Gracie o que intitulo o esporte como sinônimo de luta, “mente sã e o corpo são”.

A arte de luta virou sinônimo de tradição na família Gracie, hoje seus filhos, netos e bisnetos estão imbuídos de continuar essa jornada, ensinando aos alunos todos os ideais do seu antepassado Carlos Gracie e Hélio Gracie.

Jiu-Jitsu Ronald Bauer

O Brasil não conta apenas com as técnicas da arte marciais da familia Gracie, mas conta também com a arte supervisionada pelo professor baiano Ronald Bauer de Assunsão.

Ronald Bauer é uma alternativa ao Gracie´s Jiu-Jitsu

Ronald Bauer é uma alternativa ao Gracie´s Jiu-Jitsu

O dono das academias Bauer Jiu-jitsu. O professor Bauer foca a arte em prol das causas social, tirando meninos de rua e integrando em projeto de aprendizagem da luta. Um de seus projetos chama-se “Adote um atleta”.

Adote um atleta

É uma atividade social e esportiva centrada no treinamento do Jiu-Jitsu, sem onerosidade ao atleta, com finalidade educacional e competitiva e amparado numa estratégia de desenvolvimento e inclusão social, de iniciativa e realização da Academia Bauer Sport.

O Projeto tem como finalidade conseguir recursos para que atletas carentes possam participar de competições oficias de entidades representativas de Jiu-Jitsu como a Federação Mineira de Jiu-Jitsu e Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu

Fonte Academia Bauer jiu-jítsu

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